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domingo, 13 de novembro de 2016
Rua Ulisses Caldas e Palácio Felipe Camarão
Cartão postal com vista de parte da rua Ulisses Caldas e do recém inaugurado Palácio Felipe Camarão.
Em 1910 o fotógrafo João Galvão instalou em Mossoró seu estúdio fotográfico de nome "Photo Chic".
Quatro anos depois ele transfere residência para Natal e, na capital, continua sua arte com o mesmo título de seu antigo atelier.
Por volta de 1920 João Galvão, fazendo várias "vistas" da cidade, monta assim sua primeira série de fotografias de Natal editadas para cartão postal.
Essa aqui é uma delas.
Fotógrafo: João de Miranda Galvão
Ano: Por volta de 1922
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Banquete em homenagem ao Vice-Presidente Café Filho
Clique na imagem para ampliar.
O Governador mossoroense Dix-Sept Rosado e o vice-governador natalense Sylvio Pedroza, participando do banquete em homenagem ao então Vice-Presidente da República, o potiguar Café Filho*, na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Foto de junho de 1951.
*O mossoroense Dix-Sept Rosado foi eleito Governador do Estado do Rio Grande do Norte nas eleições estaduais de 1950, tendo como companheiro de chapa a vice-governador, o natalense Slyvio Pedroza, que já havia ocupado antes o cargo de Prefeito da cidade de Natal. Dix-Sept Rosado ocupou o cargo de Governador do RN de 31 de janeiro a 12 de julho de 1951. Foi também prefeito de Mossoró de 1948 a 1951.
*Slyvio Piza Pedroza, natural de Natal/RN, foi eleito vice-governador do RN nas eleições estaduais de outubro de 1950, na chapa encabeçada pelo Governador Dix-Sept Rosado. Ocupou este cargo entre janeiro a julho de 1951. Em 12 de julho de 1951, em virtude do desastre aéreo ocorrido na cidade de Aracaju, no Estado do Sergipe, que vitimou Dix-Sept Rosado, Slyvio Pedroza assumiu o comando do poder executivo do Estado do RN. Sylvio Pedroza foi Governador do Rio Grande do Norte, de 13 de julho a 31 de janeiro de 1956. Foi também prefeito de Natal entre 1946 a 1951; Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, já que em sua época o vice-governador acumulava o cargo de Presidente da Assembleia Legislativa.
*O natalense Café Filho foi eleito vice-presidente da República pelo PSP(Partido Social Progressista), na chapa encabeçada pelo gaúcho Getúlio Dornelles Vargas do PTB(Partido Trabalhista Brasileiro), nas eleições federais de 1950. Ocupou o cargo de vice-presidente entre 1951 a 1944. Com o suicidio do Presidente Getúlio em 24 de agoto de 1954, Café Filho assumiu a Presidência do Brasil. Ocupou o cargo de Presidente da República Federativa do Brasil entre agosto de 1954 a novembro de 1955.
sábado, 15 de outubro de 2016
Júlia Barbosa - 1º eleitora de Natal
JULIA ALVES BARBOSA CAVALCANTE ou simplesmente Júlia Barbosa foi a primeira mulher eleitora da cidade de Natal, e a segunda eleitora do Brasil*. Júlia Barbosa chegou ainda a exercer o cargo de Intendente Municipal, que atualmente equivale ao cargo de vereadora.
*A primeira eleitora do RN(e também a primeira do Brasil), foi a natalense Celina Guimarães Viana, mas nessa época, residia na cidade de Mossoró, no Oeste Potiguar, onde depositou o seu primeiro voto.
sábado, 6 de agosto de 2016
Café Filho - Primeiro Potiguar Presidente do Brasil

JOÃO AUGUSTO FERNANDES CAMPOS CAFÉ FILHO - PRIMEIRO POTIGUAR PRESIDENTE DO BRASIL
O natalense Café Filho foi o primeiro potiguar a se tornar Presidente da República Federativa do Brasil. Foi eleito Vice-Presidente do Brasil nas eleições de 1950, na chapa encabeçada pelo gaúcho Getúlio Vargas.
Com o suicídio de Vargas em 24 de agosto de 1954, assume o seu vice, o potiguar Café Filho. Café Filho foi Vice-Presidente do Brasil entre 1951 e 1954. Presidente da República Federativa do Brasil entre 1954 e 1955. Foi também jornalista e Deputado Federal.
Para saber mais sobre Café Filho, leia:
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Personalidades
Avenida Sachet
Nesse outro cartão postal, também da Agencia Pernambucana, aparece parte de uma outra avenida que foi também, por volta de 1905, arborizada com as frondosas mungubeiras.
Nessa foto, também por volta de 1927, a linha de bonde tinha aqui, na Av Sachet(hoje Duque de Caxias), o mesmo traçado inaugurado ainda em 1911.
Até 1928 os bondes que vinham pela Avenida Sachet, vindos da praça Augusto Severo, entravam na Tavares de Lyra e seguiam até dobrar na Rua Frei Miguelinho. Daí seguiam pelas ruas Silva Jardim, Comercio(hoje Chile), até entrarem novamente pela Avenida Tavares de Lyra. Desse ponto, fazendo o percurso de volta, chegavam novamente na Sachet.
No fim do primeiro período de administração municipal do eng. Omar O'Grady, das muitas obras de melhoramentos realizadas na cidade, algumas delas aconteceram aqui, no bairro da Ribeira.
Aqui na Avenida Sachet foi feita, em 1928, a elevação do "Grade"(ajudando no nivelamento da via) e, em seguida, calçamento em paralelepípedo em toda extensão da avenida. Outra mudança foi no percurso da linha de bonde que, agora, deixava de entrar pela Tavares de Lyra. A partir daí os bondes que vinham da praça seguiam pela Sachet até alcançar a Rua Silva Jardim. Na Rua Frei Miguelinho o bonde, agora fazendo o percurso inverso, voltava até chegar na Tavares de Lyra e em seguida novamente pela Avenida Sachet.
Outra mudança no cenário, dessa vez desnecessária, foi a derrubada de todas as mungubeiras que enfeitavam esse trecho de avenida.
A mesma coisa aconteceu na Avenida Rio Branco, tendo sido as velhas árvores de ramagem espessa substituídas pelas figueiras benjaminas.
Várias foram as desculpas para a morte das mungubeiras. De raiz destruidora, diziam que ela não conviveria em paz com o calçamento. A ideia era calçar a cidade e posteriormente arborizá-la, novamente.
Disseram também que a árvore provocava, com a queda da folhagem, aumento dos gastos com a limpeza urbana, pois em certa época do ano, caindo sobre o calçamento e nos passeios mais próximos, obrigava a Intendência a aumentar o número de varredores, provocando prejuízo no erário municipal.
Alegou-se ainda a inconveniência do tamanho dos frutos, que bem podiam cair sobre a cabeça de algum transeunte incauto e abrir-lhe no crânio alguma brecha.
Em 04 de setembro de 1926 um nota escrita no jornal A Republica dizia:
"Um sopro renovador passou sobre a cidade que parecia cochilar eternamente á sombra aldeã de suas mungubeiras frondosas e tristes”
Quase 20 depois, em 01 de julho de 1943, Eloy de Souza, em uma nota no jornal A Republica escreveu.
"Respeitar esse passado não é desprestigiar o fícus-benjamin, sucessor único, ao que parece das frondas um tanto selvagens, mas, por isso mesmo, bem mais majestosas, das nossas velhas mungubeiras. Sabe-se que esse exemplar da flora amazônica não tem plasticidade para ser transformado pela tesoura do jardineiro em animais e objetos vários. Nenhum desses mágicos, por maior que fosse a sua habilidade, poderia reduzir uma mungubeira à condição de um elefante ou banco de jardim suburbano, como é possível fazer com o domesticável fícus."
O fim dessa história é que a mungubeira perdeu.
Segundo ainda Eloy de Souza, ela perdeu para a monotonia do fícus Benjamin, que tem, sem contestação, beleza natural, mas não tem a galhardia da sumaúma amazônica.
Fotógrafo: Não informado
Ano: Por volta de 1927
domingo, 19 de junho de 2016
Praça 7 de Setembro e Palácio do Governo
Cartão Postal com vista para a praça 7 de Setembro e Palácio do Governo.
Um detalhe interessante aqui é o selo postal colado nesse cartão.
Foi em 12 de outubro de 1954 que o DCT, Departamento de Correios e Telégrafos, coloca em circulação um selo comemorativo da "Transladação da França para o Brasil, dos Despojos de Nisia Floresta Brasileira Augusta".
O selo, com a emissão de um milhão de exemplares, tinha valor de Cr$ 0,60, cor vermelho-bordeaux e em formato retangular. A data comemorava o 144º aniversário de nascimento da escritora e educadora potiguar.
Em setembro do ano anterior o presidente da república assinava decreto abrindo ao Ministério da Educação e Cultura um crédito, no valor de mais de 100 mil cruzeiros, no sentido da transladação, da França para o Rio Grande do Norte, dos restos mortais de Nisia Floresta e os de sua filha.
Em 13 de setembro de 1954 os despojos chegam ao Porto de Natal. De lá são levados inicialmente para uma das dependências da Alfândega e só depois levados para a Igreja Matriz de Natal. Enquanto isso o monumento de Nísia Floresta, inaugurado em 12 de outubro de 1909, é ampliado para receber definitivamente os seus restos mortais.
Ao lado do selo existe um carimbo, também comemorativo, em alusão aos 10 anos da Real Transportes Aéreos. Essa foi uma companhia aérea brasileira fundada no ano de 1945 por um empresário paulista. Foi extinta cerca de 15 anos depois, época em foi tomada pela Varig.
Fotógrafo: Não informado
Ano: Inicio dos anos 1950
Um detalhe interessante aqui é o selo postal colado nesse cartão.
Foi em 12 de outubro de 1954 que o DCT, Departamento de Correios e Telégrafos, coloca em circulação um selo comemorativo da "Transladação da França para o Brasil, dos Despojos de Nisia Floresta Brasileira Augusta".
O selo, com a emissão de um milhão de exemplares, tinha valor de Cr$ 0,60, cor vermelho-bordeaux e em formato retangular. A data comemorava o 144º aniversário de nascimento da escritora e educadora potiguar.
Em setembro do ano anterior o presidente da república assinava decreto abrindo ao Ministério da Educação e Cultura um crédito, no valor de mais de 100 mil cruzeiros, no sentido da transladação, da França para o Rio Grande do Norte, dos restos mortais de Nisia Floresta e os de sua filha.
Em 13 de setembro de 1954 os despojos chegam ao Porto de Natal. De lá são levados inicialmente para uma das dependências da Alfândega e só depois levados para a Igreja Matriz de Natal. Enquanto isso o monumento de Nísia Floresta, inaugurado em 12 de outubro de 1909, é ampliado para receber definitivamente os seus restos mortais.
Ao lado do selo existe um carimbo, também comemorativo, em alusão aos 10 anos da Real Transportes Aéreos. Essa foi uma companhia aérea brasileira fundada no ano de 1945 por um empresário paulista. Foi extinta cerca de 15 anos depois, época em foi tomada pela Varig.
Fotógrafo: Não informado
Ano: Inicio dos anos 1950
Praia de Areia Preta - Natal RN
Cartão postal com vista para a praia de Areia Preta
Essa foi foto feita quase no mesmo ângulo da imagem feita, quase 10 anos depois, por Jaeci Galvão (http://tudodenatalrn.blogspot.com.br/2016/06/praia-de-areia-preta-natal-rn.html).
Fotógrafo: Jorge Mário
Ano: Por volta de 1946
Essa foi foto feita quase no mesmo ângulo da imagem feita, quase 10 anos depois, por Jaeci Galvão (http://tudodenatalrn.blogspot.com.br/2016/06/praia-de-areia-preta-natal-rn.html).
Fotógrafo: Jorge Mário
Ano: Por volta de 1946
Praia de Areia Preta - Natal RN
Cartão postal com vista para a praia de Areia Preta.
Na imagem aparece o morro que já foi descrito como o ponto culminante de todo o cordão de dunas de nosso litoral.
No ano de 1864, quando o hidrógrafo francês Ernest Mouchez realizou estudos na costa do Brasil, esse atestou em seu relatório final que o morro das Mochilas media 128 metros de altura. Ele afirmava ser essa duna a segunda mais alta do litoral potiguar. Para Mouchez a "haute dune" ficava ao sul de Tabatinga e teria 130 metros de altura. Dessa maneira seria esse o ponto mais elevado.
Foi cerca de oitenta anos depois, quando o oficial do Serviço Geográfico do Exército Nacional, o major João Melo de Morais, estudava mais demoradamente a região, disse ser a duna na praia de Areia Preta o ponto mais elevado da faixa litorânea riograndense.
Segundo as medições de Morais a duna que defrontava com a Ponta do Pinto media 124 metros de altitude. Ele então afirmou que o morro das Mochilas era o mais altaneiro, ficando, assim, dentro dos limites da capital do Estado, o monte mais proeminente de sua costa.
Talvez por esse motivo tenha sido ali, no alto do morro das Mochilas, o local escolhido para ser inaugurado, em agosto de 1951, o novo farol de Natal.
Fotógrafo: Jorge Mário
Ano: Por volta de 1948(postal circulado em dezembro de 1948)
Na imagem aparece o morro que já foi descrito como o ponto culminante de todo o cordão de dunas de nosso litoral.
No ano de 1864, quando o hidrógrafo francês Ernest Mouchez realizou estudos na costa do Brasil, esse atestou em seu relatório final que o morro das Mochilas media 128 metros de altura. Ele afirmava ser essa duna a segunda mais alta do litoral potiguar. Para Mouchez a "haute dune" ficava ao sul de Tabatinga e teria 130 metros de altura. Dessa maneira seria esse o ponto mais elevado.
Foi cerca de oitenta anos depois, quando o oficial do Serviço Geográfico do Exército Nacional, o major João Melo de Morais, estudava mais demoradamente a região, disse ser a duna na praia de Areia Preta o ponto mais elevado da faixa litorânea riograndense.
Segundo as medições de Morais a duna que defrontava com a Ponta do Pinto media 124 metros de altitude. Ele então afirmou que o morro das Mochilas era o mais altaneiro, ficando, assim, dentro dos limites da capital do Estado, o monte mais proeminente de sua costa.
Talvez por esse motivo tenha sido ali, no alto do morro das Mochilas, o local escolhido para ser inaugurado, em agosto de 1951, o novo farol de Natal.
Fotógrafo: Jorge Mário
Ano: Por volta de 1948(postal circulado em dezembro de 1948)
Praia de Areia Preta - Natal RN
Cartão postal com vista para a praia de Areia Preta em meados da década de 50.
Grande parte das fotografias do fotógrafo Jaeci Galvão, das editadas para cartão postal, foram colorizadas.
Essa mostra um trecho da praia de Areia Preta por volta de 1954. A foto foi tomada próximo ao antigo Trampolim, também construído na urbanização da praia ocorrida no governo estadual de Sylvio Pedroza.
Fotógrafo: Jaeci Galvão
Ano: Por volta de 1954
Grande parte das fotografias do fotógrafo Jaeci Galvão, das editadas para cartão postal, foram colorizadas.
Essa mostra um trecho da praia de Areia Preta por volta de 1954. A foto foi tomada próximo ao antigo Trampolim, também construído na urbanização da praia ocorrida no governo estadual de Sylvio Pedroza.
Fotógrafo: Jaeci Galvão
Ano: Por volta de 1954
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